PAN pede explicações sobre dragagens no Porto de Leixões em Matosinhos

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O PAN pediu hoje explicações ao Governo sobre as dragagens no Porto de Leixões, em Matosinhos, nomeadamente sobre se foram encontrados sedimentos nocivos em valores acima dos admissíveis para a deposição.

Apesar de a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) garantir que os sedimentos são “de excelente qualidade” e terem sido objeto de análise prévia, as únicas análises conhecidas até à data remontam a agosto de 2017, sublinha aquele partido, no seu requerimento.

Por isso, o PAN quer saber com que regularidade são efetuadas análises às areias usadas na dragagem do Porto de Leixões, uma vez que é “algo invulgar” que a data das análises disponibilizadas pela APDL seja de agosto de 2017.

Além disso, o partido questionou o Ministério do Mar se em alguma análise foram detetados PCBs — Bifenil Policlorado ou outros sedimentos nocivos em valores acima dos admissíveis para a deposição.

Na semana passada, a APDL garantiu que a dragagem no âmbito da obra do Porto de Leixões tem um “vetor de sustentabilidade” que prevê a reposição de sedimentos no litoral e não “acarreta preocupações ambientais”.

Esta intervenção, feita no âmbito da obra de prolongamento do quebra-mar exterior e de melhoria das acessibilidades marítimas ao Porto de Leixões, está agora numa “primeira etapa, que diz respeito à dragagem de sedimentos”, seguindo-se “uma segunda etapa, que é a dragagem da rocha”, explicou então o engenheiro civil Hugo Lopes, da APDL.

Questionado sobre a cor escura dos sedimentos que se encontram nas praias do Porto e em Matosinhos, o engenheiro explicou que é como nos leitos dos rios, onde há “alguns lodos” e outro material “um bocadinho mais turvo, mais escuro, que dá alguma cor”.

Com um prazo de execução de 30 meses, a empreitada de melhoria das acessibilidades marítimas ao Porto de Leixões, que compreende o prolongamento do quebra-mar em 300 metros e a dragagem da bacia de rotação, implica um investimento de 147 milhões de euros.

Destes, 131 milhões de euros são em obra e o restante em serviços complementares como fiscalização e coordenação de segurança.

 

Créditos: Lusa

 

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